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Deus e o Papa parece coligarem-se no aliviar as angústias do santo.
De fato, o soberano Pontífice vai testemunhar de público quanto estima o Instituto
perseguido.
Aproxima-se o ano jubilar de 1750. Roma deve servir de exemplo aos fiéis de todo o
mundo, que lá vão ter nesse ano de graças e de perdão.
O Santo Padre ordena grandes missões em 14 igrejas da cidade, confiando o honroso
encargo ao. pregadores de maior renome, assim pela santidade de vida como pelo zelo
apostólico.
Paulo foi um dos escolhidos. Prova patente de que as calúnias só serviram para aumentar no
coração do Pontífice o afeto aos filhos da Paixão.
O santo devia pregar no vasto e magnífico templo de Cão João dos Florentinos. Atemorizado
por semelhante honra. não se julgava bastante eloqüente para anunciar a divina palavra à
metrópole do mundo católico em ocasião tão solene.
Confiou ao pe. Tomás Maria as práticas de máxima, constituindo-o superior da missão. O
superior Geral da Congregação seria súdito do pe. Tomás!
Ao pe. Marco Aurélio entregou a parte catequética, reservando para si breves instruções
sobre a Paixão de N. Senhor.
Mas Deus exalta os humildes. O pe. Tomás Maria caiu enfermo ao terceiro dia da missão,
cabendo a Paulo substitui-lo e arcar com o peso desta batalha apostólica.
Assistiam diariamente os sermões cinco cardeais, que se comoviam até as lágrimas. O
entusiasmo era geral. Roma, em peso queria ouvir a palavra do santo. Quantos frutos de
salvação!
Diziam por toda parte ser impossível ouvir ao pe. Paulo discorrer sobre a Paixão sem chorar
e converter-se.
O gozo espiritual que o santo recebeu de N. Senhor nesse jubileu foi o prelúdio da completa
vitória. No mesmo ano, os cardeais pronunciaram o veredicto definitivo em favor dos bispos
e dos concílios diocesanos, defensores impertérritos dos direitos dos filhos da Paixão.
Era o triunfo definitivo. Não mais irão perturbar os pacíficos religiosos em seus retiros; e
três novos conventos, suspensos há dois anos, abrirão suas portas para receber os filhos de
Paulo da Cruz.
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