A IGREJA DE ISCHIA

A igreja de Ischia, povoado da diocese de Aquapendente, estava quase em ruínas e o povo não se resolvia a edificar novo templo. Inúteis foram os pedidos do vigário e até do bispo diocesano. Este apelou para o zelo de Paulo, enviando-o àquela localidade a fim de pregar uma missão e convencer o povo da necessidade de um templo digno da Majestade divina.

O apóstolo, após a prática de máxima, fêz breve mas calorosa exortação a respeito. Foi o suficiente. Terminou a cisão; a igreja seria edificada.

Com a partida do missionário, alçaram novamente a cabeça os opositores. Sabendo-o Paulo, com cartas vibrantes revigorava os ânimos para continuarem com entusiasmo a obra começada.

“ Coragem! dizia-lhes, imitai a Neemias que, com a trolha em uma das mãos e a espada na outra, reedificou Jerusalém de suas ruínas... ” .

E ao cônego Scarsella:

“ Imitai a santa Teresa, para quem os obstáculos só contribuíam a inflamar-lhe o ardor na construção dos mosteiros: as oposições eram-lhe presságio manifesto da glória que dariam a Deus as obras assim combatidas ” .

Encontrando-se o cônego em Roma no interesse da construção obstaculada, recebeu carta do santo. clamando como sempre pela cansa da igreja.

Apresentou-a ao cardeal Orsini. que a guardou para mostrá-la aos amigos. Foi, enfim. cair às mãos de Clemente XIII. Sua Santidade. comovi ido, pós termo à contenda, ordenando a construção alo templo e, para o adorno da caga de Deus, ofertou cem moedas de ouro.

O snr. bispo não cabia em si de contente.

“ Não tenho palavras nem expressões, escrevia a Paulo, para devidamente agradecer a v. revcia. pelo grande bem que fêz em Ischia, com a santa missão. Apaziguou aquele povo e conseguiu que se consumisse a igreja. Devo-lhe eterna gratidão... Sou ias, capaz de corresponder aos trabalhos de v. revcia. em favor de meu rebanho. Deus o recompensará com superabundância. recomendo-me às suas fervorosas preces... ”