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Outra obra chamava a atenção de Paulo. Desejava uma casa de noviciado em completa
solidão. O retiro da Apresentação atraia muitos peregrinos, e os noviços, como plantas
delicadas, deviam estar segregados da terra para lançar profundas raízes no Céu. Havia
muito aspirava por um convento no cume da montanha. Seria um asilo de maior silêncio para
a alma, de maior recolhimento para o coração, cie maior liberdade para o espírito e de ar
mais puro e saudável para o corpo.
Em 1753 obtivera do rei de Nápoles o terreno necessário.
Traçou com o bastão o plano e ordenou se começasse o edifício.
Não possuía um real; ilimitada, porém, era sua confiança em Deus. E N. Senhor veio em seu
auxílio. Em 1761 estavam concluídos a igreja e o convento, de pequenas dimensões, é
verdade, mas de linhas elegantes e severas a um tempo. Verdadeiro santuário. isolado do
fragor do mundo, unicamente aberto às vozes do Céu.
Com o beneplácito do cardeal Colonna, abade comendatário, o santo para lá conduziu os
noviços e os alojou na nova casa, consagrada a são José, esposo castíssimo da mais pura das
Virgens e mestre da vida interior.
Florescia e frutificava, no campo da Igreja, a pequena vinha do Senhor. O Servo de Deus
desejava ver o humilde Instituto tomar o vôo do apostolado, a que o divino Mestre entregara
o império do universo.
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“
Rezai, rezai muito - escrevia. ao amigo de sua juventude, Paulo Sardi - para que o nosso
Instituto se propague por todo o mundo cristão e até entre os infiéis
”
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