BENEVOLÊNCIA PARA COM OS OUTROS

Rigorosíssimo consigo, era Paulo todo benevolência para os religiosos. Deviam seguir o conselho do divino Mestre:

“ MANDUCATE QUAE APPONUNTUR VOBIS ”

(Luc. 10, 8):

- Comei o que vos apresentarem.

Não permitia singularidades, exigia a vida comum.

Perguntou-lhe o pe. Marco Aurélio como agiria se algum dos nossos se pusesse a jejuar nas missões. Como célebre e santo missionário, respondeu:

“ Afastá-lo-ia das missões. As regras são precisas neste ponto. Se outros jejuam, é porque as Regras que professaram nada lhes prescrevem a respeito. A observância das Regras conserva a humildade e a saúde; caso contrário, corre-se risco de perder uma e outra coisa ” .

Aconselhava aos missionários:

“ Alimentai-vos o suficiente. Se N. Senhor vos comunicasse força sobrenatural, poderíeis passar vários dias sem comer, mas já que vos não concede essa graça, é necessário prudência, pois ingentes são as fadigas ” .

Não aceitava missão sem certificar-se da vontade de Deus. Longe de se ingerir em tão difícil encargo com zelo indiscreto e caprichoso, não daria um passo sem ser chamado pelos superiores e por eles munido de legítimo mandato. A mesma regra queria se seguisse à risca em toda a Congregação.

Regozijava-se no Senhor, quando reclamado o seu ministério ou o de seus religiosos; caso contrário. resignava-se às disposições divinas, com santa indiferença.