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Já vimos como Deus velava pelo seu apóstolo. Acrescentemos os fatos seguintes.
Paulo e mais dois religiosos extraviaram-se num bosque. Fatigados e quase desfalecidos de
fome, caminhavam com dificuldade, quando encontraram um senhor e sua esposa, que se
dirigiam de Valentano à residência campestre.
Convidaram-nos a pernoitar em sua casa. O piedoso senhor, ao lavar os pés do servo de
Deus, notou nele cravados grandes espinhos. Extraiu-os, penalizado. Essa caridade não ficou
sem recompensa. Anos decorridos, enfermara gravemente a piedosa senhora. Paulo, em
Montalto, estava para embarcar-se para o monte Argentário. Mudando repentinamente de
parecer, dirigiu-se a Valentano. E' que Deus lhe revelara o estado da benfeitora e as
violentas tentações de desespero que a agitavam.
Encontrou-a em profundo letargo.
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“
Então, d. Ângela, por que essas dúvidas? Olvidastes a misericórdia infinita de Deus?
”
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A estas palavras a enferma recobrou, com os sentidos, dulcíssima confiança em N. Senhor.
Mais. Estava completamente curada!.
O servo de Deus e o pe. Fulgêncio de Jesus deviam embarcar-se nas vizinhanças de Bolsem.
O comandante recusou terminantemente transportá-los de graça e os tratou com brutalidade.
Paulo, sem alterar-se, pôs-se em oração. De repente, chegou a cavalo um senhor bem
trajado, aproximou-se do santo e o interrogou:.
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“
O senhor é o pe. Paulo?
”
.
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Recebendo resposta afirmativa, entregou-lhe o dinheiro necessário para ambas as passagens,
despediu-se cortesmente e se retirou sem esperar agradecimento.
Em outra missão, no mais ardente da prática, cedeu o tablado e, quando o santo ia dar com a
cabeça na balaustrada da Comunhão, alguém o sustentou no espaço, baixando-o de vagar ao
pavimento do presbitério.
Numa de suas excursões apostólicas, foi com o companheiro descansar ao pé duma árvore.
Passados instantes, disse ao religioso:
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“
Saiamos daqui imediatamente
”
.
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Afastaram-se alguns metros e a árvore tombou fragorosamente!.
Paulo, sozinho, dirigia-se para o monte Argentário, mas, extenuado e transido de frio, caiu
por terra, quase desfalecido. Não havia esperança de socorro humano, por ser deserto o
lugar.
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“
Senhor, exclamou, morrer sem a assistência de meus religiosos? Oh! eu vo-lo suplico, não o
permitais, Jesus. Abandono-me, todavia, à vossa amorosa providência...
”
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Palavras não eram ditas, e dois belíssimas Anjos o transportaram pelo ar à porta do retiro!
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“
Oh! como é grande a providência do Senhor!
”
,
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sussurrou Paulo, agradecido.
O servo de Deus devia pregar uma missão. A viagem era longa e as estradas estavam
cobertas de neve. Mas... e as almas... e a glória do seu Senhor Crucificado? Ele partiu com o
pe. João Batista. Depois de muito caminhar, a fadiga e a debilidade reduziram-nos ao ponto
de não poderem ter-se em pé.
Com a habitual confiança, recorreu aos Anjos do Senhor e, sem mais, mãos invisíveis, num
abrir e fechar de olhos, transportaram-no ao termo da viagem. E o pe. João Batista? Nova
prece do santo e o querido irmão estava a seu lado!
Com que fervor não pregaram aquela missão?.
Glória vos seja dada, ó Jesus Crucificado, pelos prodígios que operais em prol de vossos
apóstolos.
Eles a se humilharem e Vós a exaltá-los!...
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