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Essas conversões tornaram-se notáveis em toda a Itália, repercutindo até nos antros dos
salteadores. Vários entre eles foram à procura do santo para depor-lhe aos pés o pêlo de
tantos delitos.
Vejamos apenas o seguinte.
Anoitecia. Paulo e João Batista percorriam a estrada, ladeada de bosques, que vai ter a
Montemarano, aldeia da Toscava. Para tratar a sós com Deus, conforme costumava, mandou
que se adiantasse o companheiro.
Um ladrão, armado, tomou-o pelo braço, arrastando-o para o bosque. Assustado, Paulo o foi
seguindo. Ao recobrar coragem, perguntou ao estranho personagem o que desejava.
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“
Mais para dentro! mais para dentro!
”
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replicou o bandido, continuando a arrastá-lo.
Julgando-se perdido, encomendou a alma a Deus.
No mais espesso da floresta, lançou-se de joelhos o facínora e implorou humildemente:
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“
Padre, confesse-me por amor de Deus
”
.
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“
Meu irmão, poderia ter-mo dito antes
”
.
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“
Perdoe-me, Padre; julguei que, se não procedera assim, não me ouviria em confissão
”
.
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“
Sim, confessá-lo-ei, mas deixe-me antes tranqüilizar ao meu companheiro
”
.
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Horas depois o singular penitente estava reconciliado com N. Senhor, a quem tanto
ofendera!.
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