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Um senhor dirigia-se a cavalo para Porto Ferraio, na ilha de Elba.
Ao chegar a Elbetro, ecoaram-lhe aos ouvidos estas terríveis palavras: INFERNO!...
ETERNIDADE!... Deteve-se, assustado. Donde viria voz tão possante? Não deparando
ninguém naquela solidão, cravou as esporas no cavalo e prosseguiu o caminho. Dados alguns
passos ouviu novamente, com timbre mais forte, as mesmas palavras. A tremer, desceu do
cavalo, pôs-se do joelhos, implorando de Deus perdão para as próprias faltas.
Em Porto Ferraio soube que o pe. Paulo pronunciara aquelas palavras, no instante em que ele
as ouvira a três quilômetros de distância!.
Prodígios semelhantes repetiram-se com um pastor, um enfermo e um médico.
O pastor, cuidando de seu rebanho; o enfermo, em seu leito de dor; e o médico, no
cumprimento dos deveres profissionais, a cinco milhas de distância?
E o que é mais admirável, ouviram todo o sermão!.
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