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Terminara o santo a missão em Piombino.
Verdadeira multidão acompanhara-o ao porto para dar-lhe o adeus de despedida. Com vento
propicio, em breve o vapor desaparecera no horizonte.
Entre os que lá se achavam, estava o dr. Gheraldini. De volta à cidade, fora visitar um
amigo. Qual não foi, porém, o seu espanto ao ver o pe. Paulo deixar aquela casa!
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“
Como, pe. Paulo, v. revma. por aqui? Acompanhei-o ao porto, vi-o partir... perdi de vista o
vapor...
”
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“
Silêncio, senhor Gheraldini, aqui estou por um ato de caridade
”
.
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E desapareceu....
Por vezes, voz misteriosa obrigava os pecadores a procurarem o caridoso médico. Não era
raro aparecer o santo a alguma pessoa para consolá-la ou para reconciliá-la com N. Senhor.
Certa manhã, enquanto depunha os paramentos sagrados, apresentou-se-lhe um homem e foi
logo dizendo:
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“
Padre Paulo, ouça-me em confissão, pois há dez anos não me confesso
”
.
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“
Você quer infamar-se?
”
,
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respondeu-lhe o santo. E voltando-se para os presentes:
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“
Não
acreditem o que ele quer é confessar-se em primeiro lugar
”
.
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“
Repito, protestou aquele senhor, faz dez anos que não me confesso
”
.
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Terminada a ação de graças, Paulo o confessou. Misericórdia de Deus! Onde abundara a
culpa, superabundou a graça. O pobre homem, grande pecador, golpeava o peito com uma
pedra, prova do sincero arrependimento. O santo teve que intervir, arrancando-lhe a pedra
da mão.
O mais maravilhoso foi v modo como o penitente chegou aos pés -Io confessor. Enquanto se
dirigia ao povoado onde se pregava a missão, apareceu-lhe o demônio, ameaçando levá-lo
ao inferno. Compreende-se facilmente o espanto do pobre pecador. Durante a noite, uma voz
se fizera ouvir diversas vezes:
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“
Confessa-te com o pe. Paulo
”
.
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Essa a razão por que o
chamou pelo nome, embora o não conhecesse.
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