CAPÍTULO XXX


RETIROS AO CLERO

Inacabado seria o quadro que traçamos sobre o apostolado de Paulo da Cruz, não disséssemos algo dos exercícios espirituais pregados aos sacerdotes e às comunidades femininas, bem como seu método no dirigir as almas à perfeição.

Nos átrios do santuário, expandia-se o santo com toda liberdade. Já se não tratava da luta contra as misérias do mundo, luta dolorosa, porque há almas impenetráveis às flexas divinas. Nos exercícios espirituais, Paulo encontrava-se em seu elemento, respirava a atmosfera de seu coração, atmosfera de pureza, de luz e amor.

Como sacerdote, falava a sacerdotes, como apóstolo, a apóstolos; como santo, à assembléia dos santos. Com que respeito se apresentava ante eles que, ainda jovem, tomara a resolução de se conservar sempre de pê diante dos ministros de Deus, para ele a incarnação perene de Jesus Cristo, a participação de seu eterno sacerdócio, da cruenta imolação do Calvário e da Redenção humana!

Com que ardor exortava os sacerdote. a corresponderem à sua sublime vocação; aos sacerdotes, que trazem em seu destino O destino dos povos, em sua santidade a santidade de seu rebanho, em sua eternidade a eternidade das almas confiadas à sua solicitude?

Em Latera, diocese de Montefiascone, falou ao clero a respeito do bom exemplo e do zelo sacerdotal, com tanto ardor que, circundado de luz. se elevou da terra e voou pelos ares, como se tivera asas.

Aqueles, sacerdotes, à viga cio milagre, abrasaram-se de amor a Deis e às almas, votando-se ao sacrifício e ao heroísmo.

Alentava os mais fracos e menos generosos no serviço de Deus, abraçava-os, tudo fazia para que resplandecesse em suas frontes a formosa coroa sacerdotal.