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Inacabado seria o quadro que traçamos sobre o apostolado de Paulo da Cruz, não
disséssemos algo dos exercícios espirituais pregados aos sacerdotes e às comunidades
femininas, bem como seu método no dirigir as almas à perfeição.
Nos átrios do santuário, expandia-se o santo com toda liberdade. Já se não tratava da luta
contra as misérias do mundo, luta dolorosa, porque há almas impenetráveis às flexas divinas.
Nos exercícios espirituais, Paulo encontrava-se em seu elemento, respirava a atmosfera de
seu coração, atmosfera de pureza, de luz e amor.
Como sacerdote, falava a sacerdotes, como apóstolo, a apóstolos; como santo, à assembléia
dos santos. Com que respeito se apresentava ante eles que, ainda jovem, tomara a resolução
de se conservar sempre de pê diante dos ministros de Deus, para ele a incarnação perene de
Jesus Cristo, a participação de seu eterno sacerdócio, da cruenta imolação do Calvário e da
Redenção humana!
Com que ardor exortava os sacerdote. a corresponderem à sua sublime vocação; aos
sacerdotes, que trazem em seu destino O destino dos povos, em sua santidade a santidade de
seu rebanho, em sua eternidade a eternidade das almas confiadas à sua solicitude?
Em Latera, diocese de Montefiascone, falou ao clero a respeito do bom exemplo e do zelo
sacerdotal, com tanto ardor que, circundado de luz. se elevou da terra e voou pelos ares,
como se tivera asas.
Aqueles, sacerdotes, à viga cio milagre, abrasaram-se de amor a Deis e às almas, votando-se
ao sacrifício e ao heroísmo.
Alentava os mais fracos e menos generosos no serviço de Deus, abraçava-os, tudo fazia para
que resplandecesse em suas frontes a formosa coroa sacerdotal.
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