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Nos virginais asilos das esposas de Cristo, era realmente um anjo a falar aos anjos.
Cultivava com carinho esses jardins do Esposo, embalsamando-os com o bom odor de suas
heróicas virtudes.
Tinha em vista, sobretudo, a exata observância, a mútua caridade e o amor ardente ao celeste
Esposo.
Que admirável talento no dirigir aquelas almas! Guindou inúmeras religiosas à mais sublime
perfeição.
Tinham elas tão alto conceito de sua santidade, que se atreviam a pedir-lhe milagres.
No mesmo convento das capuchinhas de Farnese, onde expulsara as víboras, uma noviça,
Maria Cecília do Coração de Jesus, atacada de tísica pulmonar, temia não ser admitida à
profissão religiosa. As superioras encarregaram ao servo de Deus de persuadi-la a que
retornasse para casa.
O santo desincumbiu-se do compromisso no confessionário.
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“
Minha filha, tenho más notícias a dar-lhe. Sua enfermidade não lhe permite a profissão
religiosa. E' necessário que regresse para casa de seus pais
”
.
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“
Oh! isto nunca, nunca
”
,
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respondeu, chorando, a pobre noviça.
replicou, comovido, o servo de Deus,
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“
eu vou dar-lhe uma bênção. Tenha
confiança
”
.
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Benzeu-a com o Crucifico, acrescentando:
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“
Persigne-se com o óleo da lâmpada do ss. Sacramento. Confie, filha, recuperará a saúde e
professará
”
.
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A noviça, de fato, restabeleceu-se, professou e, decorridos vinte anos, testemunhou o fato
com juramento.
A tuberculose contaminara o convento do Carmo, em Vetralla. Apesar de todas as
precauções, faleceram cinco ou seis religiosas, em poucos amos. As Superioras receavam
que o mal atingisse as mais jovens, o que, certamente, contribuiria para afastar futuras
pretendentes.
No auge da aflição, recorrem ao pe. Paulo que, em 1753, lá se encontrava para pregar o
santo retiro. Que ele intercedesse junto de N. Senhor em favor do mosteiro.
O servo de Deus recorreu a -Maria ss., tesoureira de todas as graças.
No dia 2 de julho, festa da Visitação, benzeu a água com a relíquia da ss. Virgem, bebeu dela
e deu-a às religiosas para beberem.
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“
Tranqüilizai-vos, minhas filhas, profetizou; o mal está debelado. Outras enfermidades
molestar-vos-ão, jamais, porém, a tuberculose. Nem temais que vos faltem noviças
”
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Foram tantos os pedidos, que tiveram de recusar, dali para frente, muitas postulantes.
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“
Quanto à tuberculose, afiança-nos são Vicente Strambi, jamais apareceu um caso sequer no
mosteiro, como vários médicos mo asseveraram. O mais maravilhoso, porém, é que, no
momento da predição, havia duas religiosas atacadas do mal, desde o mês de março
precedente: soror Teresa Margarida da SS. Trindade e soror Maria do Coração de Jesus.
Esta goza, de há muito tempo, excelente saúde. Àquela profetizou o pe. Paulo:
”
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“
Em breve
morrerás, mas tua morte será um doce sono
”
.
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De fato, aos 31 de dezembro do mesmo ano, após ouvir a santa missa e comungar, de volta à
cela, sentiu-se mal. O médico, chamado às pressas, julgou o caso perdido. Recebeu na
mesma tarde o viático e a Extrema Unção. Conforme predissera Paulo, soror Teresa fruía
paz extraordinária, não cessando de exclamar:
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“
Cantarei para sempre as misericórdias do Senhor (Sl. 88, 1). Vinde, Jesus meu, e não
tardeis
”
.
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Prelibava as alegria do Céu. Dizia às coirmãs:
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“
O pe. Paulo me anunciara uma morte doce
como o sono. Vede como se verifica a profecia. Depressa, depressa, não posso mais
esperar
”
.
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E foi continuar na pátria celeste, em companhia dos coros cia. virgens, o cântico de amor
começado neste desterro.
O santo, pregando retiro às religiosas de nutri, disse a uma das irmãs:
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“
Acaba de falecer uma religiosa em Vetralla e já está no céu
”
.
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Escreveram imediatamente àquele mosteiro dando conta do ocorrido, e a resposta confirmou
naquelas boas filhas o conceito que tinham de sua santidade.
Inúmeras casas religiosas o reclamavam, pelo menos para conferências ou conselhos. E
Paulo aproveitava para lhes insinuar a devoção para com Jesus Crucificado.
Certa vez, discorreu às Carmelitas de Vetralla sobre o amor de Deus, tomando por tema o
texto:
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“
Se alguém tem sede, venha a mim
”
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(Jo. 7, 37). Falou o tempo todo em êxtase. As
irmãs pendiam de seus lábios. Recomendou-lhes especialmente a Comunhão freqüente como
meio anais eficaz de união com Deus. Deviam receber a Jesus Sacramentado com amor e não
com temor.
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“
Essa alocução, diz são Vicente Strambi, abrasou no amor divino aquela, comunidade. Ainda
hoje, tantos anos decorridos, quando ouvem as palavras:
Se alguém tem sede... , lembram-se, enternecidas, das palavras do pe. Paulo
”
.
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