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Quando o servo de Deus ia a Civita-Castellana, hospedava-se em casa do dr. Ercolani,
nosso grande benfeitor. Tinha este uma filha de sete ou oito anos por nome Isabel, a quem o
santo costumava chamar
A pequena zangava-se, respondendo em tom de
revolta:
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“
Por que me chama assim? Não quero absolutamente ser freira
”
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replicava o santo, a sorrir.
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“
Porque desejo ficar sempre com mamãe
”
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Com a partida de Paulo, Isabel se punha a pensar:
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“
Dizem que o pe. Paulo lê no futuro.
Talvez ele fale por inspiração divina!
”
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E temendo que assim fosse, desabafava-se com a
mãe:
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“
Mamãe, se o pe. Paulo me chama de freirinha, é porque eu devo ser religiosa
”
.
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A mãe, condescendendo com sua tenra idade, respondia:
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“
Eu não consinto que o sejas; não, não serás
”
.
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“
Fale sempre assim, mamãe, e jamais serei religiosa
”
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Todavia, uma vez o servo de Deus tirou-lhe a esperança de permanecer no lar paterno.
Chamando-a como de costume
a mãe interveio
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“
Pe. Paulo, isto é impossível, pois ela é tão doentia...
”
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“
Tranqüilize-se, retornou o santo, a isto remediará a boa Mamãe do Céu...
”
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“
Não, não, eu não quero ser freira
”
,
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protestou Isabel.
O bondoso padre, que gostava de gracejar com a inocente criança, acrescentou:
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“
Não temas, minha filha, que não te farão priora, por seres de pequena estatura
”
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A menina crescia, conservando sempre repugnância à vida religiosa. Na idade de 19 anos, a
doença progrediu tanto, que a mãe, desenganada dos meios humanos, levou-a a Roma em
peregrinação à imagem de Nossa penhora do Carmo, sob o arco de Costaguti. Lá, recebeu
Isabel, com a cura repentina, a graça inestimável da vocação religiosa. Realizara-se a
profecia de Paulo:
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“
A boa Mamãe do Céu remediará a isto
”
.
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Em obediência ao chamamento divino, solicitou Isabel ingresso no Carmelo de Vetralla. Não
queriam admiti-la por sua compleição delicada, mas Paulo, que lá se encontrava para a
profissão de uma religiosa., mandou chamá-la e lhe disse em presença da Priora:
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“
Como estás, minha filha? Nada temas, serás religiosa e morrerás com o santo hábito
”
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Bateu com a mão na grade e acrescentou:
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“
Serás religiosa neste mosteiro
”
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Foi o suficiente; ninguém mais se opôs a essa vocação. Um ano depois, tomava o santo
hábito, e são Vicente Strambi, que a conheceu pessoalmente, diz-nos que soror Maria Vitória
do Espírito Santo, (esse o seu nome de religião) seguia estritamente todos os atos de
observância, apesar de seu estado de debilidade e, o que é mais admirável, qualquer
dispensa a enfraquecia ainda mais. Só se achava bem no cumprimento rigoroso das santas
Regras.
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