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O diretor espiritual de Paulo, já o vimos, era o pároco de Castellazzo.
Notando no jovem dons extraordinários, sinal de grandes desígnios do Senhor, julgou bem
confiá-lo à direção de sacerdote mais versado nos caminhos de Deus.
A Providência conduziu o nosso santo a frei Jerônimo de Tortona, religioso capuchinho, do
convento de Castellazzo.
O novo diretor, dotado daquele tato divino que nenhuma qualidade natural pode suprir,
divisou em Paulo Francisco uma dessas almas grandes, predestinadas a eminente santidade.
Começou, pois, a guiá-lo pelo caminho da perfeição e permitiu-lhe a Comunhão diária,
secundando-lhe o ardente desejo de viver constantemente unido a Jesus.
Com direção tão esclarecida, Paulo se entregou com maior fervor ao divino serviço.
Temendo, porém, a estima e louvores humanos, comungava e fazia prolongadas meditações
ora numa igreja, ora noutra, dando preferência às menos freqüentadas.
Dócil às inspirações da graça, elevou-se rapidamente aos mais altos graus da contemplação
divina.
Tão admiráveis progressos alarmaram a frei Jerônimo, que, desconfiando das próprias luzes
e temendo embargar as operações do Divino Espirito Santo, aconselhou ao penitente
consultasse um seu coirmão, célebre pela ciência e labores apostólicos, de raro talento na
direção das almas, frei Colombano de Gênova, residente em Ovada.
Paulo tinha que percorrer cerca de 30 quilômetros a pé para ir ter com frei Colombano, mas
fazia-o de bom grado, quer para obedecer ao Diretor, como porque o santo capuchinho o
atraia pelas luzes e coragem que lhe infundiam suas palavras.
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