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Paulo devia ser Apóstolo e plasmar apóstolos. Fadara chamado para a vida mais espinhosa,
para o martírio do apostolado. Duas coisas são necessárias para a sua completa submissão
ao sacrifício: o perfeito conhecimento da misericórdia de Deus e de sua infinita justiça.
Quanto à misericórdia, já o instruíra Jesus, patenteando-se a ele em sua Paixão; vai fazê-lo
sentir agora a justiça. À visão do amor seguiu-se a visão espantosa do inferno. Contemplou
por instantes as horríveis penas dos condenados.
Estava acamado por contusão em unia das pernas. De súbito, é assaltado de pavorosos
estremecimentos. Perde os sentidos e prorrompe em altos brados, misto confuso de palavras
de raiva e de desespero.
Não é fácil imaginar o espanto dos irmãos João Batista e Teresa, que lhe vieram em socorro,
vendo-o tremer dos pés à cabeça, desfigurado, tendo estampada no rosto a sensação de
horror, e a exclamar:
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“
Não! Jamais direi o que vi
”
.
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Roga chamem o pe. Jerônimo, com o qual se entretém largo tempo em secreta conversação.
Sua irmã que, levada de repreensível curiosidade, se pusera a auscultar na porta, ouviu-o
exclamar:
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“
Oh! pe. Jerônimo, como é longa a eternidade!
”
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Mais tarde confiou a alguém que naquela ocasião fora transportado pelos Anjos ao inferno e
lá contemplara, apavorado, as, penas eternas dos réprobos.
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