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Paulo e João Batista eram dois corpos vivificados por uma só alma.. Cada qual vivia mais
no outro que em si mormo; tudo o que se passava num refletia-se no outro. As amarguras de
Paulo, atrevas, as luzes, as perseguições humanas e diabólicas, as celestes consolações, tudo
ele depositava na alma de João Batista.
Caracteres bem diversos, mas que se completavam no mais admirável laço de união.
Paulo era amável, afetuoso, embora ardente; de temperamento impetuoso, moderado todavia
pela virtude.
João Batista era menos afável e mais severo; quiçá algo desabrido, mas refreava essa
aspereza natural com notável candor. Em Paulo havia mais do Serafim que do Arcanjo; em
João Batista, mais do Arcanjo que do Serafim.
Paulo era compassivo para com as faltas de seus filhos; João Batista, severo e intransigente.
Não poupava ao próprio irmão. Eis por que Paulo mais o estimava: era-lhe não somente
amigo e irmão, mas também guia fiel e seguro nas veredas da santidade.
Exceto a diferença de caráter, em tudo o mais, harmonia absoluta de sentimentos: o mesmo
amor à soledade e à oração, a mesma generosidade no sacrifício, o mesmo zelo pela
salvação das almas, o mesmo interesse pela glória de Jesus Crucificado.
A vida de João Batina se entrelaçara com a de Paulo. Compartilhou de seus trabalhos e,
muitas vezes, dos favores do Céu.
Embora de caráter ríspido, João Batista era santo. O mesmo Paulo assim o considerava
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E' um santo homem, dizia aos religiosos, homem de vida interior. Sei que ele chora e reza
sem cessar. Por vezes se escondo até de mim. Tem o dom das lágrimas e está em contínuos
colóquios coar Deus
”
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Diz por sua vez são Vicente Maria Strambi:
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Conserva-se entre nós a recordação de algumas
passagens de sua vida, reveladoras das virtudes do padre João Batista e que justificam a alta
consideração em que o tinha o pe. Paulo
”
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Árvore de côdea algo dura, é verdade, mas de abundante e fecundo cerne. Homem de oração,
mortificação e método; mais amigo das agruras da Cruz que de sua doce unção; alma sempre
grande e magnânima nas maiores provações; alma em tudo coerente consigo mesma; apóstolo
todo fogo em seu zelo, profundamente humilde, de amor ardente ao seu Deus: tal foi o pe.
João Batista de São Miguel Arcanjo.
A terra era-lhe mísero desterro; vivia em continuo temor de ofendera N. Senhor. Chorava
pelas desordens do mundo.
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Já estava sazonado para o Céu, escreve Strambi; era uma dessas pedras polidas e
primorosamente trabalhadas, dignas da mansão celeste
”
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