|
Conhecido o itinerário, acompanhemos o santo na longa jornada. Caminharemos de triunfo
em triunfo.
Os religiosos corriam de bem longe a encontrá-lo: júbilo, respeito, amor, todos os
sentimentos da piedade filial se lhes estampavam no rosto, ao rever o Pai amado.
Com que ternura os abraçava, com que caridade os ouvia, solava e encorajava na via da
perfeição. Assim fora sempre, mas agora, com o pressentimento da morte próxima, essas
audiências tomavam caráter extremamente comovedor. Torrentes de ternura jorravam-lhe do
coração com as últimas recomendações, no supremo adeus do pai aos filhos desolados. E a
despedida?! Choravam os religiosos, e Paulo, profundamente comovido ao abraçá-los,
misturava suas lágrimas às dos filhos queridos...
Acompanhavam-no com a vista e, quando o pai querido desaparecia no horizonte,
retornavam ao convento, tristes, silenciosos...
Que diremos do entusiasmo dos fiéis? Oh! a terra bem compreende que entre ela e o Céu são
necessários esses heróis de santidade, esses amigos de Deus, poderosos intercessores junto
do divino juiz.
Eis o segredo dos admiráveis arroubos que se apossam das multidões à passagem dos
homens de Deus, desses protetores e salvadores da humanidade.
Apenas corria a voz de que Paulo da Cruz estava para chegar, todos se punham em
movimento nas cidades, vilas e aldeias. Convidavam-se mutuamente:
|
|