VOLTA A ROMA

Em Roma temiam pela sua saúde; receavam de que as forças lhe não correspondessem aos ardores da alma. Enviavam-lhe cartas e mais cartas instando pela sua volta. O santo, por sua vez, percebia que as forças lhe diminuíam paulatinamente. Imprudência seria continuar as visitas.

Delegou poderes ao pe. João Maria de Santo Inácio para substituí-lo e retomou o caminho de Roma. Repetiram-se por toda parte as demonstrações de respeito e veneração. Duras provações para o humilde religioso.

Ao aproximar-se de Montalto, esperava-o quase toda a população. A entrada na cidade foi verdadeira marcha triunfal. Homens, mulheres, crianças, velhos e enfermos, todos desejavam vê-lo, falar-lhe e receber-lhe a bênção. Paulo, todo confundido, exclamava:

“Ah! miserável de mim! E' necessário que me fechem a chave, porque estou a enganar o mundo. E' verdade que não tenho tão deplorável intenção, mas o fato ê que ele se engana, julgando-me por aquilo que não sou”.

Chegado a Roma, foi logo lançar-se aos pés do Soberana Pontífice, visitando em seguida o cardeal Vigário.

Ambos lhe manifestaram o prazer que sentiam em revê-lo, após ausência tão prolongada.

O bem prodigalizado às almas, o sacrifício e o heroísmo do santo ancião nessa visita aos retiros, estavam a merecer alguma recompensa. Pois bem, como sempre, N. Senhor o recompensou com o sofrimento. A gota, a ciática e uma fluxão nos olhos retiveram-no por alguns dias no leito.

Havia bastante tempo, ocupava-se o santo de grande e santa obra: a fundação das religiosas Passionistas, cujas Regras ele entregara ao Santo Padre no dia primeiro de julho. Clemente XIV encarregou de examiná-las a um doutor de rara prudência e muito saber.