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O Sumo Pontífice, muito aflito, pronunciou estas palavras:
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“Eu não quero que ele morra
agora. Digam-lhe que lhe concedo uma prorrogação e que obedeça”.
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“Voltamos contentíssimos assim pelas provas de benevolência do Pontífice, como pela
esperança da cura, desejo expresso do Papa. Demos conhecimento imediato ao pe. Paulo da
ordem do Soberano Pontífice. Coisa verdadeiramente admirável. O servo de Deus pôs-se a
chorar e, voltando-se, com as mãos postas, para o Crucifixo que estava ao lado da cama,
falou-lhe nestes termos:”
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“MEU JESUS CRUCIFICADO, EU QUERO OBEDECER AO VOSSO VIGÁRIO”.
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“Instantaneamente experimentou grande melhora. Logo depois estava curado, ficando-lhe
apenas os achaques da velhice”.
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Diz-nos o Pe. Inácio que esta enfermidade durou cerca de
dezoito meses. E' o período no qual se receava continuamente perdê-lo; vieram depois as
conseqüências, que duraram quase outro tanto. Ouçamos as informações do próprio santo:
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1771 - 10 de maio: é o sexto mês que está de cama.
12 de julho: são sete meses completos que jaz no seu leito de dores.
27 de julho: há oito meses que está pregado no leito e não celebra.
1772 - Levanta-se um pouquinho durante o dia, mas está fraco e precisa de muletas e do
auxilio dos enfermeiros. A 25 de dezembro diz que passa seus dias na cama com seus graves
achaques.
1773 - A 26 de janeiro diz que está ainda de cama, sendo já o terceiro ano.
A 26 de maio, apoiado à bengala e ajudado por um religioso, chegou até o quarto do Pe.
Cândido, mas sentiu-se tão cansado como quando caminhou 30 milhas.
A 19 de junho diz ter celebrado três vezes durante a oitava do Corpo de Deus, mas com
grande custo.
Depois celebra nos dias festivos e em algum outro dia. Enfim, do dia de são Bernardo em
diante, embora a custo, celebra diariamente.
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“Assim, diz são Vicente Strambi, confirmou N. Senhor que a confiança viva e a obediência
generosa lhe violentam docemente o Coração e lhe arrebatam graças extraordinárias”.
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