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Paulo, octogenário, conserva a alma perenemente jovem!
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TRANSPLANTADO NOS NOVOS ÁTRIOS DO SENHOR, REFLORESCE COMO A
PALMEIRA DO DESERTO E MULTIPLICA-SE COMO O CEDRO DO LÍBANO (Sl. 91,
13-14)
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elevando-se sempre para o Céu com novos perfumes e novos frutos.
Vai ele imprimir naquela casa o primeiro movimento de regularidade, cuja perfeição tanto
nos edificou, muitos anos decorridos! O retiro dos Santos João e Paulo é o verdadeiro
modelo das casas do Instituto. Parecia-nos ver e ouvir o nosso Santo: sua presença era-nos,
em certo modo, sensível.
O servo de Deus reuniu imediatamente no novo retiro Trinta religiosos.
Como serão fecundos seus últimos anos!
A medida que se lhe aproximava a eterna união com Cristo, trabalhava com tresdobrado
ardor para firmar a sua família religiosa na exata observância, no espirito de fervor, como a
herança mais preciosa que desejava deixar-lhes ao partir deste mundo.
Escolhera para si a menor e a mais incômoda das celas, por estar próxima ao ss.
Sacramento, mas os pedidos dos filhos e a ordem expressa do cardeal Pallotta obrigaram-no
a habitar uma maior e melhor situada, também contígua à igreja.
Pelo Natal não deixou de visitar o Santo Padre. Não é necessário repetirmos que a entrevista
foi afetuosíssima por parte do Papá e repleta do mais profundo respeito por parte de Paulo.
Esta audiência teve lugar no dia 31 de dezembro.
À meia noite, cantou a santa missa com extraordinária piedade. Todos choravam. Quis
também oficiar na festa da Epifania (1774).
Como não pudesse subir nem descer escadas, conduziam-no em cadeira de braços ora à
igreja, em visita ao ss. Sacramento, ora à sacristia para consolar pessoas aflitas, bem como
aos andares superiores, às celas dos enfermos.
De ordinário, conservava-se sentado no quarto, rezando ou ditando cartas ao secretário. Por
vezes, chamava a um ou outro de seus filhos ou à comunidade toda, exortando-os à oração e
à união com Deus.
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