CAPÍTULO XXXVII

1773 - 1775


VIGOR JUVENIL

Paulo, octogenário, conserva a alma perenemente jovem!

“ TRANSPLANTADO NOS NOVOS ÁTRIOS DO SENHOR, REFLORESCE COMO A PALMEIRA DO DESERTO E MULTIPLICA-SE COMO O CEDRO DO LÍBANO (Sl. 91, 13-14) ” ,

elevando-se sempre para o Céu com novos perfumes e novos frutos.

Vai ele imprimir naquela casa o primeiro movimento de regularidade, cuja perfeição tanto nos edificou, muitos anos decorridos! O retiro dos Santos João e Paulo é o verdadeiro modelo das casas do Instituto. Parecia-nos ver e ouvir o nosso Santo: sua presença era-nos, em certo modo, sensível.

O servo de Deus reuniu imediatamente no novo retiro Trinta religiosos.

Como serão fecundos seus últimos anos!

A medida que se lhe aproximava a eterna união com Cristo, trabalhava com tresdobrado ardor para firmar a sua família religiosa na exata observância, no espirito de fervor, como a herança mais preciosa que desejava deixar-lhes ao partir deste mundo.

Escolhera para si a menor e a mais incômoda das celas, por estar próxima ao ss. Sacramento, mas os pedidos dos filhos e a ordem expressa do cardeal Pallotta obrigaram-no a habitar uma maior e melhor situada, também contígua à igreja.

Pelo Natal não deixou de visitar o Santo Padre. Não é necessário repetirmos que a entrevista foi afetuosíssima por parte do Papá e repleta do mais profundo respeito por parte de Paulo. Esta audiência teve lugar no dia 31 de dezembro.

À meia noite, cantou a santa missa com extraordinária piedade. Todos choravam. Quis também oficiar na festa da Epifania (1774).

Como não pudesse subir nem descer escadas, conduziam-no em cadeira de braços ora à igreja, em visita ao ss. Sacramento, ora à sacristia para consolar pessoas aflitas, bem como aos andares superiores, às celas dos enfermos.

De ordinário, conservava-se sentado no quarto, rezando ou ditando cartas ao secretário. Por vezes, chamava a um ou outro de seus filhos ou à comunidade toda, exortando-os à oração e à união com Deus.