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Aproximava-se a semana santa, tempo em que mais do que nunca banhava com lágrimas as
chagas do Salvador.
Fez questão de celebrar os longos ofícios de Quinta-feira Santa e distribuir, pela última vez,
a sagrada Comunhão a seus filhos.
De manhã, falou à comunidade sobre A CARIDADE DE JESUS NA INSTITUIÇÃO DA SS.
EUCARISTIA. Na peroração, insistiu no amor e no respeito com que se devem celebrar os
santos mistérios, chamados por ele OS FUNERAIS do divino Redentor.
Discorria com extraordinária ternura. Ninguém podia conter as lágrimas.
Terminou exortando-os a pedirem mutuamente perdão, a fim de que a caridade unisse todos
os corações num s6 coração, em Jesus Cristo.
Começou ele mesmo esse ato de humildade:
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“Hoje, meus irmãos, é a festa do amor!...”
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Mas
os soluços embargaram-lhe a voz. A custo continuou:
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“Oh! quantas vezes eus indigno
sacerdote, me alimentei da carne imaculada do meu Jesus!... e jamais correspondi a tão
grande beneficio; jamais pratiquei o menor bem! Fui sempre ingrato ao meu Jesus; destrui as
suas obras; em casa e fora, só dei escândalos. Peço perdão, portanto, em primeiro lugar, a
Deus, depois aos consultores. Peço outrossim perdão aos reitores, aos sacerdotes, aos
clérigos, aos irmãos leigos, aos terciários e aos empregados; perdão ao ar que respirei e à
terra que me sustentou. Em uma palavra, peço perdão a todos pelos maus exemplos que dei”.
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“Ah! não era essa, porém, a minha intenção... Perdoai-me todos, queridos irmãos!... Hoje, na
santa missa, porei vossos corações no cálice consagrado, e vós, na sagrada Comunhão,
rogai, rogai por mim, rogai pela minha pobre alma!...”
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Somente a santidade pode exprimir-se assim. Que humildade! que cena!
Por uma parte, os gemidos e os soluços dos filhos, emocionadíssimos; por outra, a
humildade do santo ancião, que lhes deixara o exemplo das mais heróicas virtudes!
Transportaram-no em seguida à sacristia, onde se revestiu dos paramentos sagrados.
Ajudado pelos ministros e muito mais pelo fervor de sua alma, dirigiu-se ao altar com a
fronte coroada da auréola de santidade a todos patente.
Chorou durante toda a missa mas, de modo especial, quando conduzia o seu amado Senhor
ao santo Sepulcro. Dir-se-ia que o coração se lhe desfazia em amor e compaixão para com
Deus.
Teve que enxugar-se muitas vezes o rosto, para não banhar as vestes sacerdotais.
Os ministros, os religiosos e o povo, todos choravam, d vista do comovente espetáculo.
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