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No mês de maio experimentou alguma melhora e foi ter com o Santo Padre. Dias depois Sua
Santidade mandou avisá-lo que na festa dos santos Patronos da basílica, 26 de junho, iria
visitá-lo.
Com que espírito de fé se preparou para receber o Vigário de Jesus Cristo!
Após haver venerado na igreja o sepulcro dos santos Mártires, flua Santidade subiu ao
convento. Paulo, como se vira ao mesmo Jesus, exclamou em transportes de alegria
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“HODIE SALUS HUIC DOMUI FACTA EST (Luc. 19, 9)”
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Hoje a salvação entrou nesta casa.
Clemente XIV, conduzido a uma sala, onde lhe prepararam um trono, teve a extrema bondade
de admitir os religiosos e outros insignes personagens, eclesiásticos e seculares, ao ósculo
dos pés.
Retirou-se em seguida com o servo de Deus para um colóquio secreto numa sala mais
afastada. De que terão falado? Eis o depoimento do enfermeiro do santo, irmão Bartolomeu:
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“Entretanto o Santo Padre no quarto preparado, entreteve-se por algum tempo a sós com o
pe. Paulo, estando eu presente para assistir ao padre, que estava enfermo. O servo de Deus
falou com o Papa a respeito de Deus e de sua bondade e discorreu cola tal espírito,
verdadeiramente superior ao saber humano, que o Santo Padre, admirado, escutava com as
mãos cruzadas sobre o peito e a cabeça inclinada, mostrando-se muito consolado
interiormente com essa conversa, afirmando que mais se teria prolongado, não fosse a hora
adiantada e o receio de incomodar os familiares de sua corte, e se despediu levando grande
consolação, como revelou a pessoas da corte”.
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Deste fato fala também são Vicente Strambi, assim concluindo: Retirou-se depois Sua
Santidade ao quarto interno contíguo à sala e se entreteve por longo tempo a discorrer em
segredo com o pe. Paulo. Ao partir declarou o Santo Padre que estava muito contente e
satisfeito, dizendo que aquela era realmente uma casa de servos de Deus.
O pe. João Maria de Santo Inácio, o confessor do Santo, depois de ter, dito que a visita foi à
tardinha, que o Papa se deteve a rezar na basílica e foi recebido pelo Fundador com as
palavras - Hodie salus huic domui facta est -, que subiu ao convento e foi introduzido numa
sala onde já fora preparado o trono, que recebeu ao beijo do pé os religiosos e estranhos,
termina com estas palavras textuais:
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“Depois... retirou-se ao quarto interno do apartamento e
aqui se deteve a discorrer em segredo com o referido pe, Paulo. Despediu-se em seguida o
Pontífice declarando estar muito contente e satisfeito, dizendo ser essa verdadeiramente uma
casa de servos de Deus”.
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Diante destes depoimentos, que juízo deveremos fazer do que refere Centomani em Pastor,
vol. XVI. 2 p. 463? Levem sobretudo em conta os futuros historiadores que essa visita se deu
nos Santos João e Paulo aos 26 de junho de 1774.
Clemente XIV não mais tornaria a ver o santo amigo senão no céu.
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