O NOVO PAPA, PIO VI

O nosso Santo viveu sempre a vida intima da Igreja, compartilhando-lhe as alegrias e as dores. Sofria ao ver a Igreja sempre mais ultrajada, com o crescer da impiedade.

Em tempos tão calamitosos, fazia-se necessário hábil, santo e experimentado piloto na direção da Barca de Pedro! A esse fim se dirigiam as orações e as penitências de Paulo e de seus filhos.

Durante o conclave perguntava amiúde com particular interesse a mons. Frattini pela saúde do cardeal Ãngelo Braschi.

Frattini admirava-se do interesse do servo de Deus para com o seu íntimo amigo. Cresceu-lhe a admiração ao ouvir Paulo dizer:

“Ao celebrar esta manhã a santa missa, depositei no Sangue precioso de Jesus o coração do cardeal João Ângelo Braschi... Glória a ele glória a ele... Oh! que ruído fazia naquele preciosíssimo Sangue! QUE RUÍDO! Como exprime bem esta palavra profética o reinado do sucessor de Clemente XIV! Perturbação geral da Europa; sanguinolentas e ímpias ruínas, produzidas pela revolução francesa; mosteiros, igrejas e tronos destruídos, cabeças de reis, rainhas e de outras vítimas sem número a rolarem pelos cadafalsos! Finalmente, o Vigário de Cristo, errante de prisão em prisão, morrerá no exílio! Houve por ventura, pontificado mais combatido?”

Veremos, a este respeito, mais explicita profecia do nosso Santo.

Frattini compreenderá as palavras de Paulo quando, aos 15 de fevereiro de 1775, o cardeal Braschi eleito Papa, sob o nome de Pio VI, nome que nos relembra um dos mais santos e magnânimos Pontífices da Igreja.

Esta eleição transbordou de contentamento o coração de Paulo, mostrando uma vez mais como Deus lhe revelava a formosura secreta das almas.