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Terminadas as vésperas, chamou o enfermeiro ao pe. João Batista de São Vicente Ferrer,
primeiro Consultor. Paulo, apenas o vê, exclama:
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“Auxiliem-me, porque vou morrer”,
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e entrou em doce agonia.
Pressurosa a comunidade acorreu à cela do pai moribundo. Estão todos de joelhos, a orar. O
pe. Reitor encomenda-lhe a alma. Os religiosos e mons. Frattini respondem às orações da
Igreja. O primeiro Consultor, por delegação especial do Santo Padre, dava ao moribundo,
com a bênção apostólica, a indulgência plenária em artigo de morte, bem como as
indulgências do Rosário e do Carmo.
O pe. João Maria absolveu-o novamente, atendendo ao pedido do Santo.
Excitava-o d. Struzzieri a vivos sentimentos de fé, esperança e caridade. Leu-se em seguida
a Paixão de Jesus Cristo segundo São João. Esta leitura pareceu reanimar o enfermo.
Percebia-se que hauria, desse manancial de salvação, paz, consolo e amor. Seus olhares
fitavam ora a imagem de Jesus Crucificado, ora a de Nossa Senhora das Dores.
Manifestara o desejo de morrer sobre palhas, com uma corda ao pescoço, coroa de espinhos
na cabeça, revestido do santo hábito com o distintivo da Paixão no peito.
Satisfizeram-lhe em parte o desejo. O pe. João Maria, ao estender sobre ele a santa túnica e
ao colocar-lhe ao pescoço uma corda, disse-lhe:
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“Alegre-se, pois lhe é dado morrer na cinza e no cilício...”.
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De repente, entra o moribundo em doce êxtase. Que expressão de felicidade! Os lábios se
entreabrem em celestial sorriso, os olhos estão fixos no Céu, os braços estendidos. Com
repetidos sinais das mãos, parece pedir aos presentes deixem passagem livre a misteriosas
pessoas que se aproximam.
Foi opinião geral que fruía celestial visão.
E não se enganaram, pois, após a morte, apareceu glorioso a uma alma santa, revelando-lhe
que naquele instante baixaram à sua cela, circundados de resplandecente luz, o divino
Redentor, a 88. Virgem, o Apóstolo são Paulo, são Lucas, são Pedro de Alcântara, o pe.
João Batista, seu irmão, e todos os seus religiosos que o precederam na Glória, seguidos de
inúmeras almas por ele convertidas nas santas missões.
O Santo já gozava dos primeiros albores da eterna bem-aventurança!
Deixou cair os braços e cerrou os olhos.
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“Pe. Paulo, bradou o bispo de Amélia, lembrai-vos no Céu da pobre Congregação e de todos
nós, pobres filhos vossos”.
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E o pai amoroso com sinais dá a entender que o fará.
Momentos após, ao lerem estas palavras do Evangelho de são João:
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“PAI, E' CHEGADA A
HORA, GLORIFICA O TEU FILHO, PARA QUE TEU FILHO TE GLORIFIQUE (Jo. 17,
1), pareceu entregar-se a aprazível sono... e sua alma já contemplava na glória Aquele a
quem tanto amara nos sofrimentos.
Eram cerca de dezesseis horas de quarta-feira, 18 de outubro de 1775. O nosso Santo
contava 81 anos, nove meses e quinze dia”.
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