HOMENAGEM DO POVO ROMANO

A noticia do falecimento do pe. Paulo invade os recantos de Roma. A cidade se comove e se agita. Prelados, religiosos, Adultos e crianças, todos bradam

“Acaba de morrer um santo”.

Na mesma tarde de 18 de outubro imensa multidão se dirige à basílica dos Santos João e Paulo, para contemplar os sarados despojos.

Conforme a previsão da Regra, os religiosos o revestiram do santo hábito, puseram-lhe a estola ao pescoço, o Crucifixo entre as mãos, colocaram-no sobre uma tábua nua, na cela em que falecera, com um tijolo por travesseiro e a cabeça coberta de cinza.

Conto já era noite, apenas alguns sacerdotes e insignes benfeitores puderam satisfazer o piedoso desejo de ver os restos mortais do servo de Deus. Os religiosos, que não podiam separar-se do amado Pai, passaram a noite orando ou salmodiando ao pé do santo corpo.

Na manhã seguinte levaram-no processionalmente à basílica, colocaram-no no centro da nave principal. Apenas quatro círios ardiam em redor do cadáver.

Abertas as portas, verdadeira multidão de fiéis precipitaram-se para o interior do templo. Todos desejam contemplar o Santo, beijar-lhe as mãos ou os pés, obter alguma coisa que lhe pertencesse. A devoção começa a ser indiscreta e, momentos decorridos, a túnica do bem-aventurado está em pedaços.

Tiveram que proteger aqueles despojos. Alguns senhores se encarregaram de velar pelo santa corpo. Os sacerdotes e pessoas de distinção nele tocavam terços, medalhas e outros objetos, enquanto distribuíam fragmentos daquelas sagradas vestes.

Desde o raiar da aurora houve missas em todos os altares da basílica, celebradas por sacerdotes Passionistas e por padres seculares e regulares, entre eles cardeal Boschi, titular da basílica, d. Macucci, sub-administrador, d. Tibério Ruffo. Todos assistiram aos funerais.

Às dez horas, cantaram o oficio dos defuntos, seguindo-se a Missa solene.

O corpo ficou exposto até as dezenove horas. Apesar da chuva torrencial e da distância do convento ao centro da cidade, foi sempre aumentando o concurso de povo. As vastas naves do templo regorgitavam de fiéis.