PROCESSO DE CANONIZAÇÃO

Deus continuava, entretanto, a patentear a santidade de eu servo com novos prodígios.

Reabriram-se, pois, os processos para a canonização.

Vejamos os dois milagres apresentados à Sagrada Congregação dos Ritos para a sua canonização.

Rosa de Alena, distinta senhorita de Campo di Mele, diocese de Gaeta, tinha um cirro no lado esquerdo do peito.

Rosa Rollo, por modéstia, não se decidia a manifestá-lo, quando a violência das dores a obrigou a recorrer ao médico, já era demasiado tarde. Inúteis foram os remédios, degenerando o mal em câncer incurável.

Recorreu ao pe. Paulo, de quem era devotíssima; mas, não experimentando melhoras, resolveu submeter-se à operação. Ao aproximar-se de Pontecorvo, onde devia ser operada, divisou, no alto duma colina, a igreja e o convento dos Passionistas. Para lá se dirigiu a fim de confessar-se, antes de por-se às mãos do cirurgião. Encomendou outrossim uma missa solene no altar do Bem-aventurado.

Ajoelhou-se ante a estátua de Paulo, suplicando-lhe, mais com lágrimas que com palavras, obtivesse de Deus o milagre da cura.

Sente intenso calor no peito... Terminada a missa, dirige-se ao hospital, onde o médico que devia operá-la já não encontra vestígio algum da enfermidade

E a jovem, em arroubos de contentamento, corre aos pés do Santo a fim de agradecer-lhe o insigne favor.

Os cirurgiões que a trataram, fizeram questão de certificar-se do milagre. Foram todos concordes em testemunhar a realidade do prodígio, que correu célere pela cidade e arredores, contribuindo para aumentar a devoção ao servo de Deus.

O segundo milagre quis o bondoso Pai operá-lo em favor dos seus filhos.

Em 1853, como se perdesse completamente a colheita, os religiosos do retiro do Santo Anjo de Vetralla não receberam dos fiéis o trigo necessário até a próxima colheita.

O irmão porteiro perguntou ao reitor se podia continuar a distribuir aos 150 pobres, que diariamente se apresentavam

portaria, a mesma quantidade de pão. O caridoso padre, confiando na divina Providência, respondeu que continuasse a dar a cada pobre meia libra de pão, como antes.

O irmão que tomava conta do trigo quis saber exatamente quanto ainda havia. No dia 6 de março de 1854 restavam apenas nove “rubros”, que, joeirados, mal chegariam a oito. Reunidos a outra pequena quantidade, havia ao todo doze “rubros” e pouco, o que não bastaria até o mês de maio, pois gastavam-se, somente com a comunidade, 6 “rubros” mensalmente.

O pe. provincial, ao saber que o reitor não podia comprar o trigo de que necessitava, ordenou à Comunidade fizesse um tríduo invocando a intercessão do santo Fundador, mandando. ainda aos jovens estudantes fossem recitar algumas preces especiais à entrada do celeiro.

Ouviu Paulo as súplicas de seus filhos.

Estamos no fim de maio e no celeiro continuam os seis “rubros” de trigo! Notemos que de seis de março ao fim de maio foram ao moinho vinte e três sacos de trigo, mais de 13 “rubros”! ...

O milagre era patente. Colocaram os religiosos no celeiro a efígie do Santo, continuando as orações.

Dos seis “rubros” que havia em fins de maio, mandaram ao moinho mais oito. De toda parte acorriam ao convento para obter alguns grãos do trigo milagroso.

Resumindo. Com o acréscimo de dez “rubros” e sete medidas de trigo obtidos milagrosamente pela intercessão de Paulo,, houve o suficiente para alimentar até a próxima colheita, trinta e seis religiosos, sem contar os que lá foram ter para o Capítulo provincial, os hóspedes, sempre numerosos em Santo Ângelo, e a multidão de pobres de que já falamos.

Estes dois milagres foram aprovados pelo Vigário de Cristo e, na fronte de Paulo da Cruz, no dia 29 de junho de 1867, Pio IX colocava a auréola dos Santos.