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A solidão conservava a alma de Paulo Francisco em continuo recolhimento. Pequena ermida
ao lado de pobre igreja, a quilômetro e meio de Castellazzo, foi o lugar onde, por
determinação do snr. bispo, fixou provisoriamente residência.
Ali, segregado do mundo, passou cerca de quinze dias na contemplação e na penitência
Segundo Paulo Sardi, o nosso santo teria ficado um mês na ermida da SS. Trindade. José
Dánei, depois de ter lembrado os 40 dias passados em São Carlos, diz que passou alguns na
Trindade e foi em seguida para S. Estêvão. A verdade é que o nosso Paulo no dia da
Epifania se achava nos montes de Gênova e, a 26 de janeiro, da ermida da SS. Trindade se
transferia para a de S. Estêvão. Tem razão, pois, o nosso autor em dizer que a demora na SS.
Trindade foi apenas de uns quinze dias.
Em relatório inserido no processo de canonização, narra-se que lá lhe apareceram os
demônios em forma de monstruosos animais. Essas aparições renovar-se-ão amiúde.
Anuncia-las-emos à medida que se apresentarem, para resumi-las todas em capitulo
especial, a fim de não incorrermos em demasiadas repetições.
Paulo não recebera de Deus unicamente a incumbência de trabalhar, no silêncio dos
desertos, pela própria santificação; devia ser grande obreiro evangélico, antes mesmo de
receber o caráter sacerdotal.
Não era inédito na história da Igreja simples religiosos exercerem o apostolado da palavra.
Santo Antão e os solitários da Tebaida vinham do Egito a Alexandria para combater os
sectários de Ário. Santo Efrém e são Francisco de Assis, apenas diáconos, anunciavam a
palavra divina.
O apostolado era um dos pontos capitais das Regras aprovadas por d. Gattinara. O prelado
conhecia, portanto, os desígnios de Deus a respeito de Paulo. Não ignorava outrossim o zelo
do santo religioso. Para dilatar-lhe o campo de trabalho em prol das almas, transferiu-o, no
dia 25 de janeiro, da ermida da SS. Trindade para a de Santo Estêvão, mais próxima da
cidade, e ordenou-lhe explicasse o catecismo às crianças, na igreja paroquial de São Carlos.
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