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Apenas desembarcaram, foi ter Paulo a uma das igrejas da cidade. Depois de longa oração,
prosseguiu viagem para Alexandria.
Grande júbilo experimentou ao rever, após tantas provações e fadigas, a d. Gattinara. Este
abraçou-o como a filho muito amado.
O santo prestou-lhe conta minuciosa da viagem. Contou-lhe como descobrira a santa
montanha para onde Maria o chamara e suplicou-lhe se dignasse revestir também a João
Batista do santo hábito da Paixão, permitindo a ambos irem se ocultar naquele ermo.
Sentiu muito o Prelado privar a diocese de um santo e de um apóstolo, mas, ciente de que
Paulo Francisco era guiado pelo Espirito Santo, secundou-lhe os desejos.
João Batista exultou de alegria ao receber tal noticia.
Realizou-se a vestidura no dia vinte e oito de novembro de 1721, oitava da Apresentação.
Paulo derramava doces lágrimas de consolação.
Passaram os meses mais rigorosos do inverno na ermida de Santo Estêvão, edificando a
todos com vida angélica.
Impacientes por voarem para o Argentário, apenas o inverno começa a ceder, preparam-se
para partir.
Ao divulgar-se a noticia em Castellazzo, geral foi a consternação. Como se estivessem para
perder um pai amantíssimo, exclamavam:
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“
Jamais tornaremos a ver o nosso Anjo tutelar, que
tanto nos consolava, dirigindo-nos pelo caminho da salvação
”
.
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Seus pais, embora resignados, curtiam também profunda mágoa. O nosso santo, apesar da
pena que lhe dilacerava o coração, confortava-os o melhor que podia. Aos irmãos e irmãs
deu santos conselhos. Julgamos conveniente consignar aqui suas palavras, testemunho da
caridade que lhe inflamava o coração:
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