CAPÍTULO IX

1721 - 1723


JOÃO BATISTA RECEBE O SANTO HÁBITO

Apenas desembarcaram, foi ter Paulo a uma das igrejas da cidade. Depois de longa oração, prosseguiu viagem para Alexandria.

Grande júbilo experimentou ao rever, após tantas provações e fadigas, a d. Gattinara. Este abraçou-o como a filho muito amado.

O santo prestou-lhe conta minuciosa da viagem. Contou-lhe como descobrira a santa montanha para onde Maria o chamara e suplicou-lhe se dignasse revestir também a João Batista do santo hábito da Paixão, permitindo a ambos irem se ocultar naquele ermo.

Sentiu muito o Prelado privar a diocese de um santo e de um apóstolo, mas, ciente de que Paulo Francisco era guiado pelo Espirito Santo, secundou-lhe os desejos.

João Batista exultou de alegria ao receber tal noticia.

Realizou-se a vestidura no dia vinte e oito de novembro de 1721, oitava da Apresentação. Paulo derramava doces lágrimas de consolação.

Passaram os meses mais rigorosos do inverno na ermida de Santo Estêvão, edificando a todos com vida angélica.

Impacientes por voarem para o Argentário, apenas o inverno começa a ceder, preparam-se para partir.

Ao divulgar-se a noticia em Castellazzo, geral foi a consternação. Como se estivessem para perder um pai amantíssimo, exclamavam:

“ Jamais tornaremos a ver o nosso Anjo tutelar, que tanto nos consolava, dirigindo-nos pelo caminho da salvação ” .

Seus pais, embora resignados, curtiam também profunda mágoa. O nosso santo, apesar da pena que lhe dilacerava o coração, confortava-os o melhor que podia. Aos irmãos e irmãs deu santos conselhos. Julgamos conveniente consignar aqui suas palavras, testemunho da caridade que lhe inflamava o coração: