CAPÍTULO X

1723 - 1726


CONVITE DO BISPO DE GAETA

A noticia de que no monte Argentário viviam dois santos extraordinários, êmulos dos heróis da primitiva Igreja, correu célere. D. Carlos Pignatelli, bispo de Gaeta, desejou chamá-los à sua diocese. Escreveu a Paulo, convidando-os a irem auxiliá-lo na salvação do rebanho que Deus lhe confiara. E acrescentava:

“ Aqui encontrareis lugar favorável à vossa vocação; podereis trabalhar muito para glória de Deus e bem das almas ” .

Sentia o santo deixar a solidão do Argentário, mas, consultando o Senhor na oração, decidiu partir.

D. Salvi, embora pesaroso, deu-lhes cartas testemunhais, em que descrevia, em breves palavras, a vida apostólica de ambos

“ Chamam-se Pobres de Jesus. Não possuem outra veste senão uma grosseira túnica de lã, sem capa, sem bastão e sem alforge. Mesmo em viagem, andam descalços e de cabeça descoberta. Unem a vida contemplativa à, ativa, trabalhando para o bem espiritual das almas ” .

Essa carta traz a data de 27 de junho de 1723.

Partiram nos últimos dias de junho de 1723.

Possivelmente fosse nessa viagem que travaram conhecimento com o cardeal Álvaro Cienfuegos, espanhol, religioso da Companhia de Jesus. Possuímos várias cartas em que o ilustre príncipe da Igreja patenteia aos Pobres de Jesus amizade cordialíssima, filiando-os a levarem acabo o santo empreendimento que Paulo em mira.