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A noticia de que no monte Argentário viviam dois santos extraordinários, êmulos dos heróis
da primitiva Igreja, correu célere. D. Carlos Pignatelli, bispo de Gaeta, desejou chamá-los à
sua diocese. Escreveu a Paulo, convidando-os a irem auxiliá-lo na salvação do rebanho que
Deus lhe confiara. E acrescentava:
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“
Aqui encontrareis lugar favorável à vossa vocação;
podereis trabalhar muito para glória de Deus e bem das almas
”
.
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Sentia o santo deixar a solidão do Argentário, mas, consultando o Senhor na oração, decidiu
partir.
D. Salvi, embora pesaroso, deu-lhes cartas testemunhais, em que descrevia, em breves
palavras, a vida apostólica de ambos
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“
Chamam-se Pobres de Jesus. Não possuem outra veste senão uma grosseira túnica de lã,
sem capa, sem bastão e sem alforge. Mesmo em viagem, andam descalços e de cabeça
descoberta. Unem a vida contemplativa à, ativa, trabalhando para o bem espiritual das
almas
”
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Essa carta traz a data de 27 de junho de 1723.
Partiram nos últimos dias de junho de 1723.
Possivelmente fosse nessa viagem que travaram conhecimento com o cardeal Álvaro
Cienfuegos, espanhol, religioso da Companhia de Jesus. Possuímos várias cartas em que o
ilustre príncipe da Igreja patenteia aos Pobres de Jesus amizade cordialíssima, filiando-os a
levarem acabo o santo empreendimento que Paulo em mira.
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