S. JANUÁRIO

Ao aproximar-se a festa de são Januário, foram a Nápoles venerar as relíquias do grande mártir. O secretário do snr. pe. Tomás Perrone anelava acompanhá-los, mas, devido os modos que experimentava em viagens por mar, estava indo Asseverou-lhe o servo de Deus que não o molestaria nenhum enjôo. Assim sucedeu.

O nosso santo fez dessa viagem verdadeiro apostolado. Imenso foi o pesar dos passageiros e tripulantes por chegarem tão depressa a Nápoles, tanto apreciaram os ensinamentos do servo de Deus.

Hospedaram-se em casa dos pais do secretário. No dia de são Januário, ensinaram a todos como se devem venerar as relíquias dos santos. Testemunhas da liquefação do precioso sangue, beijaram com profundo respeito a ampulheta sagrada.

Uma cura milagrosa operada por Paulo naqueles dias aumentou a veneração dos fiéis aos santos peregrinos. Conduziram-no à paróquia de Santa Lúcia, à cabeceira de um enfermo, desenganado pelos médicos. Benzê-lo e curá-lo foi a mesma coisa. O agraciado levantou-se, publicando por toda parte o prodígio.

Na véspera do regresso, enquanto em casa do proprietário do navio, junto ao cais, esperavam vento favorável, grande multidão para lá se dirigiu. Anelavam beijar-lhe as mãos e o hábito. Não sabendo como libertar-se daquelas demonstrações de veneração, puseram-se a falar-lhes da Paixão de N. Senhor e recomendar às mulheres a modéstia cristã, seu melhor adorno.

Chegaram a Gaeta depois de jornada verdadeiramente santa. O secretário pretendia pagar as despesas de ida e volta, mas o proprietário do navio nada quis receber, julgando-se feliz, dizia, por haver levado dois grandes servos de Deus.

Enquanto Paulo permanecia na solidão de Nossa Senhora da odeia, preparava-lhe Deus graça singularíssima. Também desta vez seria um santo bispo o instrumento da Providência para o bem do Instituto.