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Estas palavras tiradas da famosa passagem de Subida II 29,6,
que utilizamos para estabelecer a função da fé na contemplação
tanto na ordem eficiente quanto na formal, escondem ainda algum
mistério que convém averiguar: na fé se comunica o Verbo ao
entendimento, na fé o entendimento participa do conhecimento essencial
divino.
O Verbo aparece nessas palavras como término do conhecimento pelo
qual Deus se conhece a si mesmo de modo exaustivo e compreensivo e
expressa sua própria e infinita perfeição pessoal.
O pensamento do Doutor Místico parece ser o seguinte: o
entendimento humano, ao participar da 'sabedoria de Deus', é
partícipe também, de algum modo, da geração do Verbo. Como o
conhecimento do divino se realiza na fé sob a moção do Espírito
Santo e sem que se perca a condição de obscuridade típica da fé,
segue-se necessariamente que o entendimento se faz partícipe da
geração do Verbo divino.
Este é o núcleo da doutrina mística "trinitária", que o Doutor
Místico desenvolve especialmente em Cântico e em Chama. É preciso
sublinha-lo.
Expressões similares acham-se não raras vezes em Subida. Vamos
examina-las devagar, submetendo-as à análise para conseguir mais
luz sobre sua noção de fé.
Em Subida II 22 estabelece ele mesmo a questão de por que na Lei
Antiga foi lícito e algumas vezes de preceito pedir a Deus respostas
por via sobrenatural, e na Nova Lei não. Ele responde: Porque
então a fé ainda não estava bem fundamentada (no sentido objetivo,
como complexo das verdades que se deve crer), nem a Nova Lei
promulgada. Em outras palavras: Deus ainda não havia se manifestado
em sua vida íntima tão abertamente como determinou em seu desígnio
eterno. Portanto, havia motivo para que o homem perguntasse e Deus
lhe respondesse. Esse motivo já não existe na Nova Lei. Por
que? Ouçamos a resposta:
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"[...] porém já que está estabelecida a fé em Cristo e
manifesta a lei evangélica nesta era de graças, não há razão para
perguntar-lhe daquela maneira, nem para que Ele fale ou responda como
então. Porque dando-nos como nos deu, seu Filho, que é uma
Palavra sua, como não existe outra, já nos falou tudo e de uma só
vez nesta única Palavra, e não tem nada mais a falar".
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Por conseguinte, a razão precisa pela qual já não é lícito pedir
que Deus responda por via sobrenatural consiste em que já se
manifestou plena e definitivamente em seu Verbo encarnado.
Aduz também, para corroborar a argumentação, ao texto bíblico:
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"O que antigamente falou Deus pelos profetas a nossos pais de muitos
modos, agora, à posteridade, nestes dias nos tem falado pelo Filho
tudo de uma vez".
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No comentário insiste em afirmar, na linha do texto bíblico, que
Deus manifestou pela encarnação do Verbo tudo o que de si queria
revelar aos homens. Por isso, seguir perguntando-lhe por um caminho
particular e privado, eqüivaleria, de certo modo, a pedir uma
segunda encarnação do Verbo, pedir-lhe mais revelação e mais
fé, como se a revelação feita não fosse suficiente. Atitude
gravemente injuriosa e ofensiva:
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"[...] era como apontar falta em Deus, a de que não havia dado
o bastante por seu Filho".
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Concluirá, cortante:
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"Pois, tendo manifestado toda a fé em Cristo, não há mais fé a
revelar, nem haverá jamais".
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São João da Cruz dirige sua argumentação contra os inquietos
buscadores de novidades, que em sua época pululavam em muitas partes.
Porém o sentido da resposta nos parece muito profundo. Por um lado,
indica a ordem progressiva da revelação das verdades da intimidade
divina que sustentam o objeto da fé. Por outro lado, insiste na
manifestação pessoal de Deus em Cristo [43] .
Se, pelo primeiro, a revelação objetiva constitui um complexo
determinado de verdades fora das que não devemos buscar, pelo segundo
nos diz que a revelação pessoal em Cristo é inesgotável. Sempre
será fonte infinita de imitação e de conhecimento, e na íntima
imitação e conhecimento amoroso se irá revelando cada vez mais; e
conhece-lo será conhecer o mais oculto e misterioso de Deus:
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"[...] põe os olhos Nele, e acharás ocultíssimos mistérios,
e sabedoria, e maravilhas de Deus, que estão encerradas Nele".
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Esta é a linha em que se move, avançando, o pensamento místico de
São João da Cruz. São oferecidas ao entendimento verdades
reveladas; se oferece, sobretudo, Cristo, vida dos cristãos.
Nele se manifesta Deus ao homem. Nele nos propõe um modelo pessoal
que sempre deverá ser imitado e sempre reproduzido por amor em cada
cristão. Então a manifestação de Deus em cada um é plenamente
participada e conseguida, e não no afã de investigar o revelado. A
ordem da revelação tem seu vértice, segundo São João da Cruz,
mais na manifestação pessoal que na notificação intelectual das
verdades.
Neste sentido, Deus manifestou a si mesmo na revelação e, de certo
modo, se esgotou nela. Assim considerando, não há mais nada a
propor à fé. Ademais, na constituição da fé, que se faz
objetivamente pela manifestação de Deus na revelação, o Verbo
divino intervém de imediato enquanto revelante. O pensamento de São
João da Cruz seria, pois: Deus gera o Verbo eternamente. E, ao
instituir no tempo a economia da revelação, não só pela boca do
Verbo encarnado, mas na própria encarnação, se manifesta aos
homens. Todo o revelado é notificado a eles pela revelação e é
recebido e subsiste pela fé. E enquanto culmina a revelação de
Deus em seu Verbo encarnado, a fé nos dá objetivamente a Divindade
total. Assim é fundamento e objeto da "inteligência obscura e
confusa" e geral, que nos revela toda a Sabedoria de Deus, toda a
Divindade comunicada pelo Verbo.
Tudo isto se afirma da fé objetivamente considerada. Quanto à
virtude subjetiva da fé, já sabemos que consiste em certa
comunicação da luz divina ao entendimento. Vimos isto na análise de
Subida II 3, onde se falou da "luz excessiva" que invade o
entendimento humano, e, não obstante a obscuridade, o faz aderir,
com firmeza e certeza, às verdades divinas reveladas. Porém vimos
também que esta luz eleva o entendimento até a essência do revelado,
pois nessa luz "se manifesta Deus à alma" (Subida II 9,1).
Encontramos logo a passagem de Subida II 29,6, tantas vezes
citada, na qual se afirma que na contemplação, "que se dá em
fé", nos é comunicada toda a Sabedoria de Deus de modo geral, que
é o Filho de Deus comunicado à alma pela fé.
Caberia perguntar se a Sabedoria de Deus é considerada aqui objetiva
ou subjetivamente. E, respondendo, diríamos que mais do que como
luz participada ao entendimento pela fé (aspecto subjetivo),
toma-se objetivamente, isto é, como expressão do que subsiste em
Deus, do conhecimento que tem de si mesmo. Este conhecimento é
comunicado à alma humana na fé e a alma dele participa. E, por
conseguinte, pode-se falar de uma certa participação pela fé nesse
conhecimento que é a geração do Verbo.
Compreendemos agora o nexo interior que tem este ensinamento na obra de
São João da Cruz: a fé objetiva da Nova Lei consiste na
manifestação definitiva da Divindade na encarnação do Verbo. E
assim, se identifica, de certo modo, com este conhecimento que Deus
tem em si e expressa de si; ou seja, não precisamente pelo lado das
verdades reveladas que se recebe no entendimento, mas pelo lado da
pessoa do Verbo revelada na encarnação.
Subjetivamente, a 'fé - virtude', enquanto consiste de uma
participação da luz do divino saber, faz com que o entendimento
humano participe, de algum modo, da geração do Verbo. Neste
sentido é possível explicar o que São João da Cruz entende ao
falar "do Filho de Deus que se comunica à alma em fé". A luz
geradora do Verbo, participada em fé, faz com que o entendimento
humano possa conhecer nesta vida a realidade revelada, realidade que
aqui se identifica com a pessoa divina do Verbo; nela, a Divindade
se manifesta aos homens, visível na encarnação, crível na
encarnação.
Parece-nos que este é o pensamento do Doutor Místico. E se
levarmos em conta o que dissemos ao falar, no capítulo anterior, da
"notícia obscura que ocorre em fé", compreenderemos mais
adequadamente a seguinte passagem de Subida II 15,4:
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"[...] como a alma terminou seu trabalho de purificação e
esvaziamento de todas as formas e imagens apreensíveis, permanecerá
nela pura e simples luz, transformando-a em estado de perfeição,
porque esta luz nunca falta na alma; porém, pelas formas e véus de
criatura com que a alma está envolvida e embaraçada, essa luz não se
lhe infunde livremente; se fossem tirados estes impedimentos e véus de
tudo, como depois se dirá, ficando a alma em total desnudez e pobreza
de espírito, logo a alma, já simples e pura, se transformaria na
simples e pura sabedoria, que é o Filho de Deus. Porque, faltando
o natural à alma enamorada, logo se lhe infunde, natural e
sobrenaturalmente, o que é divino, para que não se dê o vazio na natureza".
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Este texto supõe e implica muitos dos princípios doutrinais do
Doutor Místico, e a sua luz devem ser entendidos. Trata da
contemplação obscura e amorosa, na qual, como já sabemos pela
análise precedente, uma especial moção do Espírito Santo ilumina
a alma (cf. Subida II 29,6).
Essa iluminação introduz uma nova luz essencial? Parece que não,
pois a moção iluminante do Espírito Santo consiste somente em
intensificar a "luz excessiva", da qual o entendimento se fez
partícipe pela fé. Porém a intensidade, como supõe
necessariamente grande enraizamento da caridade, produz um efeito
especial: concentra na luz revelada toda a parte superior da alma,
todas as potências superiores (cf. Subida II 14,6).
As observações feitas acima também nos revelam que a intensidade de
participação da luz divina se opõe à informação do entendimento e
das demais potências superiores por qualquer forma intencional
particular, extraída das criaturas por processo cognitivo natural.
O Doutor Místico supõe, por hipótese, uma alma que de fato já
está livre desse modo de conhecer. Então a luz divina, ao invadir o
entendimento, seria a única nele atuando. O entendimento não faria
outra coisa senão participar da 'divina notícia' obscuramente em
fé, suposta sempre uma caridade em grau alto, isto é, uma "alma
enamorada". Mais ainda: a ausência de elementos estranhos e
particulares denota já que a caridade alcançou níveis altos de
intensidade.
Há aqui indícios patentes de uma grande abnegação, na qual já
trabalha e aproveita a caridade, segundo o que já sabemos pela
análise da noite ativa do espírito.
Junto com a caridade intensa supõe-se também o influxo decisivo do
Espírito Santo, a que se atribui a contemplação infusa.
Tudo, pois, conflui, uma vez mais, em uma situação espiritual,
especialmente do entendimento, participando em total quietude do
conhecimento divino pela fé, conhecimento obscuro e geral. E assim,
atendo-nos ao princípio do Doutor Místico em Subida II 5,7,
seria lícito afirmar que a alma se transforma na Sabedoria de Deus de
algum modo e participa na luz geradora do Verbo.
As reflexões posteriores aportam maior claridade para compreender a
"luz excessiva" da fé, e, por conseguinte, um conceito mais
profundo da fé. Por outro lado, estas reflexões nos levam pela mão
a uma questão conexa às anteriores: a fé na perspectiva
eclesiástica.
Já neste capítulo fundamental de Subida II 3 toca-se em alguns
pontos luminosos. São João da Cruz, depois de expor seu
pensamento sobre a obscuridade da fé, conclui:
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"O homem que estava em trevas não poderia ser convenientemente
iluminado senão por outras trevas".
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Logo confirma a valente afirmação com a autoridade do Sal 18,3,
fazendo um comentário abundante:
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"O dia, que é Deus na
bem-aventurança, onde já é dia aos bem-aventurados anjos e almas
que também já são dia, comunica-lhes e pronuncia a palavra, que é
seu Filho, para que o saibam e o conheçam. E a noite, que é a fé
na Igreja militante, onde ainda é noite, comunica a ciência à
Igreja e, por conseguinte, a toda alma, a qual é noite para ela,
pois está privada da clara sabedoria beatífica; e na presença da
fé, está privada de sua luz natural".
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Trata-se, evidentemente, de uma dupla participação no conhecimento
divino: uma clara, que é a que ocorre na Igreja triunfante, onde os
anjos e os bem-aventurados vêm a essência divina; outra obscura,
que é a que ocorre na Igreja militante pela fé.
O Doutor Místico persiste na idéia da manifestação do Verbo: no
céu, Deus "pronuncia a palavra, que é seu Filho", sem véu
algum, fazendo os anjos e os bem-aventurados partícipes do conhecer
divino, aquele que Ele tem de si mesmo e que termina 'ad intra' pelo
Verbo; enquanto isto ocorre no céu, na Igreja militante é ainda
noite; uma noite iluminada por outra noite: a fé.
Já sabemos qual é o sentido das últimas palavras: a participação
da luz divina, sempre "excessiva" e essencialmente idêntica (cf.
Subida II 3,1), efetua-se, no estado de Igreja peregrina,
pela fé; isto quer dizer que de um modo obscuro. Como? O Doutor
Místico responde:
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"a fé [...] mostra ciência à Igreja, e, por conseguinte, a
qualquer alma".
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A participação do conhecimento divino é dada a todos os viadores
pela fé na Igreja, de forma acomodada à capacidade de cada um.
Isto é o que o Doutor Místico ensina em primeiro lugar sobre a
função da Igreja em relação à fé. Logo, em Subida II 22,
que trata da manifestação da fé na encarnação do Verbo, faz a
seguinte observação geral:
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"E assim, devemos nos guiar em tudo pela lei do Cristo-homem e de
sua Igreja, e de seus ministros, humana e visivelmente, e por essa
via encontrar remédio para nossas ignorâncias e fraquezas espirituais
[...]; e não devemos crer coisa alguma por via sobrenatural,
senão aquilo que é ensinado pelo Cristo-homem, e por seus ministros
também homens".
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Esta firme doutrina sobre a mediação da humanidade de Cristo e o
ministério de outros homens, com seu reflexo no ato natural da fé,
é confirmada com as palavras do Apóstolo (Gal 1,8) e com
exemplos do Antigo Testamento; e se funda no seguinte princípio:
Deus quer que tudo o que nos comunica sobrenaturalmente recebamos por
mediação de outros homens, e assim nos exercitemos com atos de fé,
coisa que faltaria se nos viessem as verdades reveladas por via de uma
manifestação privada e pessoal.
Poderemos perguntar, sem dúvida, como esta autoridade humana
mediadora, que realmente faz as vezes da autoridade divina, pode
intervir, segundo São João da Cruz, no ato sobrenatural de crer.
A resposta está em Subida II 27, em um capítulo que trata
precisamente das revelações privadas; cita aí novamente o que São
Paulo diz aos Gálatas:
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"Porém ainda quando nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro
evangelho distinto daquele que vos temos anunciado, seja anátema".
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E, apoiado nas palavras do Apóstolo, conclui:
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"Quanto à substância de nossa fé, não há mais artigos a revelar
além dos que já estão revelados à Igreja. Assim não só não se
há de admitir o que se revelar novo à alma a respeito dela, porém
convém por cautela , não ir admitindo outras variedades misturadas.
E para a pureza da alma, que convém manter em fé, ainda que se
revelem de novo as verdades já reveladas, não crer nelas porque se
revelam de novo, mas porque já estão reveladas suficientemente pela
Igreja; assim, fechando o entendimento para elas, simplesmente se
apoia na doutrina da Igreja e sua fé, que, como diz São Paulo,
entra pelo ouvido".
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A amplidão e a precisão de São João da Cruz neste ponto são
admiráveis. A economia da revelação culmina em Cristo,
manifestação pessoal plena de Deus; e essa economia se concentra
também na Igreja de Cristo, sobretudo pelo condicionamento
histórico da verdade revelada. E assim, o ato de fé, qualquer ato
de fé, implica a aceitação da autoridade da Igreja, já que a fé
não consiste na adesão ao revelado porque tenha sido revelado
privadamente, mas pela autoridade da Igreja: só a ela se fez a
revelação total, e a sua autoridade é necessário dobrar o
entendimento no ato de crer.
Em conclusão, a fé não só supõe, segundo São João da Cruz,
"consentimento" ou assentimento ao revelado por Deus - na
obscuridade, sem claridade intelectual -; supõe, ademais, a
adesão, enquanto o revelado é proposto pela Igreja.
A Igreja é elemento integrante do ato de fé.
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