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[45] O paralelo entre uns e outros são apresentados muito
exatamente por Eugênio de São José em seu estudo A contemplação
de fé segundo "Subida do monte Carmelo": O Monte Carmelo
(Burgos) (1928) n.4 p. 152-62.
[46] A importância capital do amor aparece indicada, por
exemplo, no seguinte texto: "A contemplação é ciência de amor,
a qual, como dissemos, é notícia infusa amorosa de Deus, e que
juntamente vai ilustrando e enamorando a alma até eleva-la de grau em
grau a Deus seu Criador" (Noite Escura II 18,5).
[47] A outra redação B oferece algo distinto: "se as
verdades que infundiste de meu Amado em minha alma, encobertas em
obscuridade e trevas - porque a fé, como dizem os teólogos, é
hábito obscuro -, já manifestasses com clareza, de modo que o que
me comunicas em notícias informes e escuras, mostrasses e descobrisses
em um momento, apartando-te destas verdades - porque ela é coberta e
véu das verdades de Deus -, formada e acabada, volvendo-as em
manifestação de glória. Diz, pois, o verso ", etc..
[48] M. LABOURDETTE, o.c., p.16; Revue
Thomiste (1937) p. 48 e 200.
[49] GABRIEL DE SANTA MARIA
MAGDALENA, La mistica teresiana (Firenze 1934) p.
143.
[50] A este propósito M. LABOURDETTE diz (o.c.,
p.16): "O Santo insiste ainda em distinguir na fé os dois
elementos que já conhecemos: um, o que cai dentro de nosso
conhecimento natural, que passa necessariamente pelos sentidos - neste
caso, pelo ouvido corporal -; outro, o que diz a fé, "a
substância apreendida" que chama à porta do ouvido espiritual, a
qual chegou precisamente pela virtude da fé".
[51] Veja a este propósito Cântico 38,9 : "a
contemplação é obscura [...] na qual [...] ensina Deus
ocultíssima e secretissimamente à alma, sem ela saber como, o que
alguns espirituais dizem entender não entendendo. Porque isto não é
feito pelo entendimento chamado pelos filósofos de ativo, cuja obra
está situada nas formas e imagens e apreensões das potências
corporais; mas faz-se no entendimento enquanto possível e passivo,
no qual, sem receber as tais formas, etc., só passivamente recebe
inteligência despojada de imagem, a qual lhe é dada sem nenhuma obra
nem ofício ativo seu".
[52] Escreve J. BARUZI, o.c., p. 684:
"Efetivamente, é fácil observar que em Chama descreve o grau mais
alto de todos os estados que analisou em Cântico [...]; as
expressões de desposório e de matrimônio espiritual que dominam em
Cântico jogam um papel muito secundário em Chama".
[53] Veja GABRIEL DE SANTA MARIA
MADALENA, L'union transformante: La Vie Spirituelle
(1937), fascículo dedicado exclusivamente a São João da
Cruz: ID. L'union de transfomation dans la doctrine de S. Jean
de la Croix: La Vie Spirituelle (1925); e os capítulos
correlativos de sua obra San Giovanni della Croce, Dottore
dell'Amore Divino (Firenze 1937).
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